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São Paulo sempre foi uma cidade de restaurantes. Em 2026, porém, o vinho parece ter ganhado uma nova dimensão dentro dessa paisagem. Não se trata apenas do aumento de wine bars, lojas especializadas ou cartas cada vez mais extensas: o vinho passou a circular pela cidade de maneiras diferentes, aproximando produtores, sommeliers, chefs, importadores e um público interessado em descobrir novos rótulos e regiões.
No Château Mouton Rothschild, a relação entre vinho e arte começa antes mesmo de a garrafa ser aberta. Desde 1945, a propriedade convida um artista para criar o rótulo de cada safra, transformando a apresentação do vinho em um espaço de encontro entre duas formas de criação.
Da capa da aclamada banda britânica Blur ao palco do U2 e às obras em espaços públicos, Julian Opie transforma rostos, corpos e movimentos em imagens que atravessam a arte contemporânea e a cultura pop.
Amadeo Luciano Lorenzato (1900–1995) fez de Belo Horizonte o centro de uma pintura construída a partir da proximidade. Depois de quase três décadas na Europa, voltou ao Brasil e passou a viver na região da Cabana do Pai Tomás. As ruas, as casas, os terrenos, as montanhas e as cenas mais simples do dia a dia tornaram-se parte de seu repertório.
A produção de Tatiana Blass parte de uma relação pouco estável com os materiais. Em seus trabalhos, pintura, escultura, instalação e performance se aproximam para investigar o que acontece quando uma forma é submetida à ação do tempo, da luz, do calor ou da gravidade.
Antes de se tornarem artistas reconhecidos, Patti Smith e Robert Mapplethorpe eram dois jovens tentando encontrar seu lugar em Nova York. É desse período, anterior à fama e às obras que os tornariam conhecidos, que Patti Smith parte em Just Kids, livro de memórias publicado em 2010.
Poucos elementos visuais se tornaram tão reconhecíveis na arte contemporânea quanto as bolinhas de Yayoi Kusama. Presentes em pinturas, esculturas, objetos e instalações, elas se multiplicam até quase apagar aquilo que existe por baixo. Em sua obra, porém, a repetição está longe de ser apenas decorativa: é uma maneira de investigar infinito, percepção, identidade e desaparecimento.
Entre as regiões mais emblemáticas do vinho francês, Bordeaux e Borgonha ocupam lugares quase míticos. Distantes geograficamente, ambas desenvolveram ao longo dos séculos sistemas de produção, classificação e comercialização bastante particulares. Mais do que estilos diferentes de vinho, representam duas formas distintas de interpretar a relação entre uva, território e produtor.
Há safras que permanecem na memória por causa dos vinhos que produziram. E há outras que acabam modificando a própria história do vinho. Bordeaux 1982 pertence às duas categorias.
Existe um instante curioso diante de uma obra de Vik Muniz. Primeiro reconhecemos uma imagem. Depois percebemos que ela é feita de algo completamente inesperado. É nesse intervalo entre reconhecer e descobrir que seu trabalho acontece.
Pensar a trajetória de Amilcar de Castro em Belo Horizonte é reconhecer que sua obra não se limita ao campo da escultura. Ela também atravessa a história da Escola Guignard, instituição que ocupa um lugar singular na formação da arte brasileira e cuja influência se confunde com a construção de uma identidade artística para a cidade.
Poucos artistas latino-americanos transformaram a arte em um instrumento de reflexão crítica com a intensidade de León Ferrari (1920–2013). Ao longo de mais de seis décadas de produção, o artista argentino construiu uma obra que atravessa desenho, escultura, gravura, colagem, escrita e instalações, questionando continuamente as relações entre poder, religião, violência e liberdade.