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Em 1962, Rubem Valentim vivia um momento decisivo de sua trajetória. Sua participação na 31ª Bienal de Veneza levou sua produção a um dos principais encontros internacionais de arte, enquanto prêmios e exposições no Brasil ampliavam o reconhecimento de sua pesquisa. Naquele mesmo ano, recebeu a medalha de ouro no Salão Paulista de Arte Moderna e o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna. A exposição individual apresentada na Galeria Relevo, no Rio de Janeiro, também foi eleita a melhor do ano pela crítica. Pouco depois, em 1963, o artista partiria para Roma, onde viveria até 1966.
A Blombô está em um novo endereço em São Paulo. Depois de alguns anos na Rua Cidade Jardim, 86, a Blombô passa a receber o público na Rua Estados Unidos, 521, no Jardim América, em um espaço mais amplo, pensado para acompanhar a expansão de sua programação.
Quando criança, Iberê Camargo viveu entre diferentes cidades do Rio Grande do Sul, acompanhando as transferências do pai, funcionário da viação férrea. A cada mudança, havia uma pergunta que fazia à mãe, Doralice: “Mãe, tem rio?” A presença ou ausência de um rio parecia ser, para o menino, uma maneira de medir a paisagem e também a própria ideia de pertencimento.
São Paulo sempre foi uma cidade de restaurantes. Em 2026, porém, o vinho parece ter ganhado uma nova dimensão dentro dessa paisagem. Não se trata apenas do aumento de wine bars, lojas especializadas ou cartas cada vez mais extensas: o vinho passou a circular pela cidade de maneiras diferentes, aproximando produtores, sommeliers, chefs, importadores e um público interessado em descobrir novos rótulos e regiões.
No Château Mouton Rothschild, a relação entre vinho e arte começa antes mesmo de a garrafa ser aberta. Desde 1945, a propriedade convida um artista para criar o rótulo de cada safra, transformando a apresentação do vinho em um espaço de encontro entre duas formas de criação.
Da capa da aclamada banda britânica Blur ao palco do U2 e às obras em espaços públicos, Julian Opie transforma rostos, corpos e movimentos em imagens que atravessam a arte contemporânea e a cultura pop.
Amadeo Luciano Lorenzato (1900–1995) fez de Belo Horizonte o centro de uma pintura construída a partir da proximidade. Depois de quase três décadas na Europa, voltou ao Brasil e passou a viver na região da Cabana do Pai Tomás. As ruas, as casas, os terrenos, as montanhas e as cenas mais simples do dia a dia tornaram-se parte de seu repertório.
A produção de Tatiana Blass parte de uma relação pouco estável com os materiais. Em seus trabalhos, pintura, escultura, instalação e performance se aproximam para investigar o que acontece quando uma forma é submetida à ação do tempo, da luz, do calor ou da gravidade.
Antes de se tornarem artistas reconhecidos, Patti Smith e Robert Mapplethorpe eram dois jovens tentando encontrar seu lugar em Nova York. É desse período, anterior à fama e às obras que os tornariam conhecidos, que Patti Smith parte em Just Kids, livro de memórias publicado em 2010.
Poucos elementos visuais se tornaram tão reconhecíveis na arte contemporânea quanto as bolinhas de Yayoi Kusama. Presentes em pinturas, esculturas, objetos e instalações, elas se multiplicam até quase apagar aquilo que existe por baixo. Em sua obra, porém, a repetição está longe de ser apenas decorativa: é uma maneira de investigar infinito, percepção, identidade e desaparecimento.
Entre as regiões mais emblemáticas do vinho francês, Bordeaux e Borgonha ocupam lugares quase míticos. Distantes geograficamente, ambas desenvolveram ao longo dos séculos sistemas de produção, classificação e comercialização bastante particulares. Mais do que estilos diferentes de vinho, representam duas formas distintas de interpretar a relação entre uva, território e produtor.
Há safras que permanecem na memória por causa dos vinhos que produziram. E há outras que acabam modificando a própria história do vinho. Bordeaux 1982 pertence às duas categorias.